Esquema em Itajaí criava problema para vender solução, diz Gaeco.
O esquema de corrupção em Itajaí alvo da Operação Dupla Face envolvia projetos de edificações, afirmou o promotor de Justiça Jean Forest. Seguindo a investigação, suspeitos criavam problemas em obras para depois "vender" a solução. No total, oito pessoas foram presas na operação, realizada na manhã desta segunda-feira (24). A investigação é do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).
Das prisões nas cidades de Itajaí, Gaspar e Balneário Camboriú, sete são temporárias e uma preventiva. Entre os presos há cinco agentes públicos, dois empresários e um advogado, de acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
Em coletiva na tarde desta segunda, o promotor Jean Forest disse que os crimes apurados pela operação referem-se à corrupção ativa e passiva, além de outros contra a administração pública.
A investigação se refere a crimes relacionados a cobrança de impostos no município de Itajaí e também irregularidades em projetos de edificações, tanto na aprovação quanto na execução.
De acordo com o promotor, criavam-se dificuldades para empresários que estavam fazendo as obras para, posteriormente, "vender" facilidades.
O esquema, segundo o promotor, evoluiu e se ramificou. A investigação identificou crimes em outros órgãos na Prefeitura de Itajaí, como fraudes a licitações.
O esquema, segundo o promotor, evoluiu e se ramificou. A investigação identificou crimes em outros órgãos na Prefeitura de Itajaí, como fraudes a licitações.
O promotor não detalhou operação para não atrapalhar as investigações, mas deu um exemplo de como os crimes poderiam ocorrer. "Uma obra em andamento poderia ser embargada e, logo na sequência, aconteciam as negociações para liberação da obra", disse.
Prisões e exonerações
Prefeitura de Itajaí é mais uma vez alvo de investigações do GaecoNa prefeitura de Itajaí, os agentes do Gaeco cumpriram mandados de busca e apreensão em cinco secretarias. Eles também apreenderam documentos no departamento de licitações.
Prefeitura de Itajaí é mais uma vez alvo de investigações do GaecoNa prefeitura de Itajaí, os agentes do Gaeco cumpriram mandados de busca e apreensão em cinco secretarias. Eles também apreenderam documentos no departamento de licitações.
Foram presos o secretário de Orçamento, Planejamento e Gestão, o procurador-geral do município, o secretário de Urbanismo, e o secretário de Habitação, o diretor-técnico da Secretaria de Urbanismo, um advogado e dois empresários, informou a prefeitura. Todos os servidores públicos citados foram exonerados.
Outros três servidores municipais foram afastados judicialmente: o secretário da Fazenda, Marcos Andrade, o secretário de Obras, Tarcísio Zanelato, e o coordenador-técnico de Ações Integradas da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão, Edson Mauricio Dognini. Todos também foram exonerados, segundo a prefeitura.
Também houve cumprimento de mandado de busca no gabinete do vereador Afonso Arruda, na Câmara de Vereadores.
Outros três servidores municipais foram afastados judicialmente: o secretário da Fazenda, Marcos Andrade, o secretário de Obras, Tarcísio Zanelato, e o coordenador-técnico de Ações Integradas da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão, Edson Mauricio Dognini. Todos também foram exonerados, segundo a prefeitura.
Também houve cumprimento de mandado de busca no gabinete do vereador Afonso Arruda, na Câmara de Vereadores.
O prefeito de Itajaí, Jandir Bellini, disse que foi surpreendido pela operação. Ele se diz preocupado com a situação. "Isso tem trazido uma preocupação muito grande a todos os servidores, seja comissionado ou efetivo. A dificuldade hoje para que alguém coloque a assinatura é muito difícil, porque tem preocupações. Porque nós, às vezes, muitas vezes, assinamos documentos para que a coisa possa fluir, andar, sem termos conhecimento das intenções de alguém em relação aquela, ação documento".
O vereador Afonso Arruda (PMDB) disse acreditar que algum envolvido na operação deva ter manifestado algo sobre ele e que, por isso, as autoridades decidiram fazer buscas. Ele afirmou estar à disposição da Justiça para esclarecimentos necessários e diz que não foi informado sobre do que se trata a operação.
O vereador Afonso Arruda (PMDB) disse acreditar que algum envolvido na operação deva ter manifestado algo sobre ele e que, por isso, as autoridades decidiram fazer buscas. Ele afirmou estar à disposição da Justiça para esclarecimentos necessários e diz que não foi informado sobre do que se trata a operação.
A Câmara de Vereadores de Itajaí informou, em nota, que a força-tarefa do Gaeco foi até o gabinete do vereador Nabor Afonso Arruda Coelho (PMDB). De acordo com o comunicado, "tratou-se de uma medida limitada ao gabinete parlamentar, porém a Administração da Câmara de Vereadores segue à disposição das autoridades competentes".
Investigação
O Gaeco de Itajaí investiga desde janeiro deste ano crimes de corrupção passiva e ativa, concussão, advocacia administrativa e associação criminosa.
O Gaeco de Itajaí investiga desde janeiro deste ano crimes de corrupção passiva e ativa, concussão, advocacia administrativa e associação criminosa.
Conforme o MPSC, a operação foi batizada de Dupla Face em razão das suspeitas de pessoas envolvidas nos crimes investigados criarem dificuldades a empresas e particulares requerentes de alvarás e licenças do poder público municipal e venderem facilidades para a resolução dos problemas criados por eles mesmos.
Fonte: http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2015/08/corrupcao-em-itajai-criava-problema-para-vender-solucao-diz-gaeco.html?utm_source=facebook&utm_medium=share-bar-desktop&utm_campaign=share-bar
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